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| Sala 1 [Ver Imagem] |
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Expõem-se nesta sala artefactos com os quais se pretende evocar os mais remotos habitantes do actual território português, tais como bifaces e lascas do Paleolítico Inferior e Médio, um notável vaso do Neolítico Antigo, ou diversos objectos provenientes de sepulcros megalíticos e de um povoado do Neolítico Final (Vitrina 1).
De épocas mais recentes, destacam-se os conjuntos de artefactos dos povoados calcolíticos da Pedra do Ouro e de Pragança, bem como diversos achados isolados da Idade do Bronze e da Idade do Ferro (Vitrina 2). O núcleo mais importante é o proveniente de Vila Nova de S. Pedro (Azambuja). A grande abundância e variedade de artefactos e restos de alimentos encontrados nesta complexa fortificação, mostram que foi construída e habitada, entre cerca de 3.500AC e 1500AC, por pequenas comunidades agro-pastoris, já conhecedoras da metalurgia do cobre (Vitrine 3). Ao centro, uma maqueta da fortificação. |
| Sala 2 [Ver Imagem] |
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Nesta sala encontram-se em exposição um conjunto de obras com cronologias compreendidas entre a época romana e o domínio islâmico do território português.
Marcos miliários, cipos e estelas funerárias, e outras inscrições, e ainda o conhecido sarcófago das Musas, são alguns dos objectos que permitem perscrutar a visão territorial, política e religiosa do poder imperial romano até ao séc. IV. Do período visigótico, apresentam-se alguns fragmentos de escultura de animação arquitectónica e uma fivela de cinto (Séc. VI-VII). As mutações religiosas e de gosto trazidas pelos muçulmanos, encontram-se representados através de um fragmento de lápide funerária (Séc. XI), uma placa ornamental (Séc. X-XI) e um capitel (Séc. XII). De grande valor histórico, documental e artístico são três peças representativas da arte moçárabe de Lisboa: os dois pilares decorados com medalhões vegetalistas e grifos e o Friso dos Leões (Séc. IX-X). |
| Sala 3 [Ver Imagem] |
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Na capela-mor da Igreja do Carmo, onde se encontra a sepultura primitiva de D. Nuno Álvares Pereira, expõem-se importantes obras de escultura medieval e moderna (Séc. XIII-XVIII), bem como um conjunto de três painéis de azulejos barrocos (Séc. XVIII).
Este valioso acervo reflecte as preocupações do fundador deste Museu - Possidónio da Silva - que, em meados do séc. XIX, desenvolveu um conjunto de acções com vista à salvaguarda das obras que se encontravam em risco de destruição nos monumentos vandalizados e abandonados após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834. Do conjunto da escultura medieval, destacam-se o túmulo de D. Fernão Sanches (primeira metade do Séc. XIV), cuja face maior exibe uma das mais belas representações do tema da caça ao javali, e o túmulo do rei D. Fernando I (finais do séc. XIV), obra de excepcional valor escultórico e iconográfico. Dos séculos da modernidade, destacam-se a lápide de Fernão Álvares de Andrade (Séc. XVI) e o túmulo da Rainha D. Maria Ana de Áustria (Séc. XVIII). |
| Sala 4 [Ver Imagem] |
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Apresenta-se nesta sala um conjunto de obras que evocam a memórias dos dois presidentes mais emblemáticos da Associação dos Arqueólogos Portugueses: - Possidónio da Silva (1806-1896), a quem se deve a iniciativa da criação de uma biblioteca que servisse de fonte auxiliar aos estudos arqueológicos, arquitectónicos, artísticos e etnológicos, inserida no conceito oitocentista de museu “vivo”. - Conde de S. Januário (1829-1910), militar e diplomata ilustre, responsável pela doação de um acervo composto por colecções “exóticas”, provenientes . da América do Sul e Central. Destacam-se as estatuetas Astecas, as cerâmicas Chimus e as múmias provenientes de um cemitério Chancay (séc. XV-XVI), ao que se associam um grupo de peças “recriadas” no séc. XIX. O sarcófago e múmia egípcios (dinastia ptolemaica) completam esta colecção. |
| Sala 5 [Ver Imagem] |
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A memória do fundador da igreja e convento do Carmo, D. Nuno Alvares Pereira (1360-1431), condestável e mordomo-mor do Reino, encontra-se presente nesta sala através de uma estátua de vulto que o representa, da cópia do seu túmulo e ainda da maqueta da igreja do Carmo. As escavações arqueológicas realizadas em 1996 trouxeram à luz do dia um conjunto de objectos que testemunham a vivência quotidiana do convento ao longo dos séculos.
Estão expostas imagens de santos, fragmentos de escultura arquitectónica e retabular e ainda um importante acervo de inscrições epigráficas medievais. Têm especial destaque as quatro placas de alabastro, esculpidas em baixo relevo e ainda com vestígios de policromia e douramento, oriundas das conhecidas oficinas inglesas de Nottingham (Séc. XV). Exibem-se ainda painéis de azulejos setecentistas, alusivos a cenas da Paixão de Cristo (dando continuação aos painéis da Sala 4) e uma amostragem de azulejo hispano-árabes. |