Ponte Velha
Ponte sobre o rio Caima datada do século XVII/XVIII, localizada no lugar de Padrastos, freguesia de Macieira de Cambra, estabelecendo a ligação a Santa Cruz assim como a outras zonas mais serranas do concelho.
A chamada "Ponte Velha" é formada por um arco de volta plena, com dorso em cavalete e as lajes postas em cutelo, formando as guardas. Aduelas irregulares no extra-dorso, encontros reforçados a jusante e a montante. Apresenta aparelho de granito nos arcos e nos contrafortes e alvenaria no corpo. Pavimento de calçada.
Ponte de Cavalos
Ponte sobre o ribeiro do Casal, implantada numa zona de campos em socalco. Datada do século XVII/XVIII, situada no lugar de Batalha, freguesia de Cepelos, serve um antigo caminho de ligação com a freguesia de Roge, no trajecto para a Ponte do Castelo. Pensa-se que esta ponte fazia parte de um caminho, popularmente dito romano, com o nome de "Caminho dos Castelos" e cuja calçada se encontra ainda visível no Monte dos Castelos, entre o lugar do Casal e o de Gatão.
Construção de corpo em alvenaria de granito, possui um único arco de volta plena, com intradorso de aparelho romano, arrancando de pés direitos baixos. Arco e pés direitos em aparelho de granito. O dorso plano, com pavimento de terra, apresenta vestígios de guardas de granito.
Ponte da Fontainha
Ponte sobre o rio Caima, implantada numa zona de encostas íngremes e margens altas. Datada do século XVII/XVIII, situada em Paço de Mato, freguesia de Roge, serve um antigo caminho de ligação entre esta povoação e Viadal.
Construção em alvenaria de granito, possui um só arco de volta plena, com intradorso que aparenta ser de aparelho romano, arrancando de pés direitos baixos. Dorso plano, desnivelado face à diferença de altura das duas margens, com pavimento de calçada. Aduelas irregulares no extra-dorso. As guardas, plenas, de alvenaria revestidas de argamassa, são recentes.
Junto a esta ponte, no lado Sul, encontra-se um moinho de roda, de granito, com tecto de lousa, que juntamente com a ponte constitui um conjunto que se harmoniza com a paisagem.
Ponte do Castelo
Ponte sobre o rio Caima é conhecida localmente como ponte do Castelo do Mau Vizinho. Implantada no sopé da encosta de Roge, numa zona de margens altas, entre fragas, liga esta freguesia, pela Berbedã, à de Cepelos.
Medieval- Românica, é formada por um pequeno arco de volta plena, de cantaria grossa e enchimento de alvenaria. Possui dorso em cavalete e guardas de laje de granito colocadas ao alto. Aduelas irregulares no extra-dorso. Na base dos arcos cavidades para apoio dos cimbres da construção. Encontros reforçados a jusante com contrafortes triangulares. Próximo desta ponte localiza-se o Castro do Castelo de Sandiães, referenciado entre outros por António Silva (SILVA, A. M. 1997).
Casa da Tulha
Casa da Tulha
Construção de granito de planta trapezoidal, a Casa da Tulha situada em Cepelos. destaca-se arquitectonicamente pelo portal da fachada principal, virada a Este, datado de 1760.
Trata-se de um portal moldurado, de entablamento, e cartela sobre a verga da porta. O friso do entablamento decorado com motivos de concheado, remata com fogaréus sobre pedestais, decorados numa das faces com florão, que enquadram cruz sobre pedestal, no qual tem esculpido os signos papais -a tiara pontifical sobreposta a duas chaves cruzadas. À direita, pano de parede com segundo portal, simples, que partilha degrau com o primeiro. À esquerda, pano de parede, recortado superiormente pela empena do telhado e breve recuo no flanco sobre o qual tem outro portal simples.
De dois pisos, apresenta escada adossada de granito e alpendre com arco de volta plena, sob pés direitos salientes, para onde abre porta moldurada. No piso superior, alpendre sob telhado com guarda de balaustrada para onde abrem portas.
O piso inferior foi criada aproveitando o declive do terreno, vendo-se, ao fundo, a rocha, parcialmente talhada para aproveitamento do espaço. Em divisão independente adossada ao corpo principal da casa e que deverá corresponder a aproveitamento posterior encontra-se um lagar com prensa de madeira.
Estátua de Santo António
Da autoria de João Fragoso, datada de 1985, situa-se na Rotunda de Santo António, no centro da cidade de Vale de Cambra. De bronze, assente em pedestal de pedra, apresenta Santo António de hábito franciscano, que segura nas mãos um livro sobre o qual se encontra o Menino em pé e encostado a uma cruz. Do conjunto sobressai a posição da cabeça do Santo, que intencionalmente faz ressaltar a sua vocação de pregador.
Santuário de Santo António
Templo de linhas arrojadas, o projecto da autoria do arquitecto Agostinho Ricca e do engenheiro António Alpoim, data de 1986 e localiza-se no centro da cidade de Vale de Cambra,. A edificação iniciou-se em 1990, prolongando-se os trabalhos por três anos, tendo sido inaugurado a 10 de Janeiro de 1993. O santuário é um espaço polivalente composto pela Capela do Santíssimo, Igreja, auditório, salas de catequese e convívio e residência paroquial. No interior destacam-se os vitrais da autoria do pintor Domingos Pinho, a porta do Sacrário, um trabalho do escultor Zulmiro de Carvalho e a imagem do padroeiro, obra do escultor José Rodrigues.
Alminhas da Fraga
Situadas à entrada do lugar de Carvalheda, em local alto, em cima de uma fraga. Alminhas de granito, de formato rectangular e recorte superior arredondado. O nicho, emoldurado, apresenta núcleo redondo sobre o qual cruz de terminações triangulares. No seu interior, resguardado por gradeamento de ferro, painel de folha metálica, representando Cristo Crucificado, em plano superior, ladeado por Santo António à esquerda e S. Miguel Arcanjo à direita, tendo por baixo o fogo do purgatório. Na base do nicho, campo epigráfico não totalmente legível onde ainda são visíveis as iniciais M.T.C., a numeração 9 194, que corresponderá, o primeiro dos 9 a uma data e, os restantes números a uma outra, talvez de uma reconstrução posterior. Em cima a legenda: B.D.A. AU POVO.
Alminhas da Presa
Localizam-se em Viadal, embutidas num muro de uma propriedade. Alminhas de granito, de formato rectangular, pintadas a azul. Apresentam nicho de recorte superior redondo, assente em pequeno parapeito e encimado por frisos sobre os quais cruz entre pináculos. A edícula encontra-se revestida por painel de madeira representando Cristo Crucificado, na parte superior, ladeado por Santo António e S. Miguel Arcanjo e, em plano inferior, as chamas do purgatório. Em baixo, decoração floral. A decoração do monumento encontra-se avivada a branco.
Fonte da Moreira
Localizada no lugar da Moreira, Roge, dá-lhe acesso uma escadaria. Datada de 1754, é uma fonte de espaldar, alto, onde se localiza a bica que descarrega para uma pequena cavidade, em granito, de forma circular. O espaldar é decorado com roseta, enquadrada por duas aletas riscadas e sobrepostas da data inscrita. Apresenta cimalha de cornija e remate semicircular com moldura de cornija que se liga, nos arranques, aos enrolamentos das aletas, as quais enquadram ao centro, cruz de terminações trevadas assente em esfera. Dos lados, pela linha de base da roseta, duas mísulas.
Pelourinho
Pelourinho manuelino, do século XVI, corresponde à concessão do Foral dado por D. Manuel I, em 1514, às Terras de Cambra. Classificado como Imóvel de Interesse Público, localiza-se na Praça, em Macieira de Cambra, em frente ao Museu Municipal. Assente num soco de três degraus quadrangulares, apresenta base octogonal, coluna oitavada encimada por um capitel quadrangular decorado e remate piramidal. A decoração, nas faces do capitel, é formada pelo escudo das quinas, uma roseta e duas cruzes, sendo uma delas, a dos Pereiras, Condes da Feira e donatários do Concelho.
Antigos Paços do Concelho
Edifício Público e Administrativo datado da segunda vintena do século XIX, situado na vila de Macieira de Cambra. O antigo edifício dos Paços do Concelho, que alberga actualmente o Museu Municipal é uma construção de planta rectangular, composta por volume único de dois pisos. Apresenta alçados flanqueados por pilastras, embasamento e cimalhas de cornija. Na separação dos dois registos, friso de cantaria, simples. Janelas de peito molduradas e porta principal, de lintel e cornija, encimada pelo Escudo Nacional do Reino Unido de Portugal e do Brasil. A parte de posterior do edifício apresenta uma arcada formada por sete arcos de volta plena e escadas laterais que dão acesso a um terraço que se abre a todo o comprimento da arcada. No registo superior, varanda, formada por vãos rectangulares, de viga direita e parapeito revestido, encimando cada arco.
Antiga Capela de Santo Antonio
Situada em Cabrum, a antiga capela de Santo António, que actualmente não se encontra a culto, é um pequeno templo, do século XVIII(?)de linhas simples. Na fachada, dois pequenos janelos e, por cima da porta, um registo de azulejaria do século XX com o orago. A fachada rematada com frontão triangular é encimada por uma cruz, existindo uma segunda cruz na parte posterior. Possui ainda do lado direito pequena estrutura sineira em granito.
Capela de Santo Antonio
A nova capela de Cabrum, construída na década de 90, foi concluída em 1994, data assinalada pela lápide comemorativa da sagração que se encontra junto à entrada.
O projecto, da autoria do arquitecto Pessegueiro, data da década de oitenta. Capela de planta longitudinal composta por nave, capela-mor e sacristia à esquerda, construída de grossos blocos de cantaria de granito, apresenta torre sineira de quatro ventanas, no remate do frontão. Porta principal no lado esquerdo da torre sineira.
Capela de Santo Antonio
Situada em Merlães, esta capela foi reconstruída em 1953/54, de acordo com a lápide existente no templo. Apresenta a meio da fachada torre sineira de quatro ventanas, encimada por cruz e um óculo, por cima do qual, um nicho com a imagem de Santo António. Lateralmente dois janelões sob os quais lápides. Remata com cunhais de granito terminados por pináculos do mesmo material.
Capela de Santo Antonio
Localizada na Felgueira, freguesia de S. Pedro de Castelões, foi reconstruída na década de 1980. O actual templo apresenta duas torres sineiras, rematando uma fachada em cantaria de granito, prolongada por um alpendre. O frontão é encimado por cruz granítica e, na fachada lateral, evidencia-se um número pouco comum de janelas. No lado oposto situa-se a sacristia.
Capela de Santo Antonio
Situada na rua de Santo António, em Vale de Cambra, a capela data de inícios do século XX (1928). Capela de planta longitudinal, composta de nave, capela-mor e sacristia do lado esquerdo. Apresenta a fachada principal composta por dois registos com torre sineira quadrangular colocada a meio. O registo superior apresenta três janelas, enquanto o inferior comporta a entrada principal, ladeada por duas janelas. Na torre sineira destaca-se a inclusão de uma cruz de granito.